Helenita Castro Soares
AFLAM - Cadeira 07
AFLAM - Cadeira 07
O relógio marcava três horas da tarde. O calor muito forte me fez deixar a sala da direção para ir sentar-me num dos bancos que fica embaixo de uma mangueira enorme, num dos pátios do colégio. Não pude deixar de contemplar a paisagem: os pássaros indo e vindo dos seus ninhos, a queda antes do tempo, de um projeto de manga. Enquanto isso me deliciava com a brisa que soprava, favorecida pela água da piscina em movimento, acompanhando a peraltice dos alunos em sua aula de natação.
De repente a minha atenção se volta para uma aluna que estava ali na minha frente, jogando amarelinha. Aí fiz um breve retrospecto e as lembranças afloraram à minha mente. Vi aquela menina chegando ao Colégio para a sua primeira aula. Pequenina, assustada, agarrada ao pescoço da mãe com medo do novo, do desconhecido. Não conhecia as letras, nem os números.
De repente a minha atenção se volta para uma aluna que estava ali na minha frente, jogando amarelinha. Aí fiz um breve retrospecto e as lembranças afloraram à minha mente. Vi aquela menina chegando ao Colégio para a sua primeira aula. Pequenina, assustada, agarrada ao pescoço da mãe com medo do novo, do desconhecido. Não conhecia as letras, nem os números.

